quarta-feira, 31 de maio de 2017

O Sábio Guerreiro

Nossa mente é mesmo um labirinto cheio de caminhos diversos. Uma mesma palavra pode trazer lembranças diferentes para pessoas próximas. Imagine então o início de uma frase! Os alunos do 8°A foram então convidados a continuar a seguinte narrativa, de maneira quase que completamente livre. Os resultados foram diversos e o vencedor da semana mereceu o posto, visto que vinha batendo na trave desde o começo do ano. Confira!

O Sábio Guerreiro

Foi no feriado de 1° de maio que tudo aconteceu. Chovia e eu estava com raiva, pois tinha esquecido de me agasalhar. Naquele dia, eu estava passeando pela Avenida Paulista e como já disse antes, estava bem nervoso.

Até que uma hora parou de chover, mas eu já estava todo molhado e com muito frio, sem nenhuma moeda no bolso para comprar uma blusa. Estava em uma situação difícil, não sabia o que fazer, então resolvi sentar e esperar. 

Quando passou o frio, resolvi continuar andando, andei tanto que até perdi a noção do tempo e não esperava o que ia ter que enfrentar. Havia treinado desde meus treze anos até aquele momento, quando chegou a minha hora de mostrar o que eu sabia. 

Logo a minha frente havia uma floresta e decidi entrar nela para ver o que me esperava. O meu destino, eu sabia, estava lá dentro. Ou viver ou morrer. Até que naquela floresta abriu um sol muito forte e muito quente, tirei meus tênis, rasguei as mangas da minha camiseta e fiquei parecendo um verdadeiro guerreiro.

Comecei a escalar aquela montanha de pedras, com as mãos todas cortadas, até que cheguei ao topo. Estava ali, me esperando, aquele homem com uma espada de um metro e meio na mão, todo vestido de preto, apenas com os olhos para fora. Entendi que ele iria guerrear comigo, mas eu não tinha uma arma, seria uma batalha desleal, então eu lhe disse:

_ Largue essa espada e venha brigar de homem para homem!
_ Eu não vou largar nada, sei que você é o melhor guerreiro de São Paulo. Pode me derrotar sem uma arma!
_ Ok! Pode vir! - eu disse.

Começou a batalha e em menos de 50 segundos aquele homem estava lá, caído no chão e a espada que era dele, sob meu poder. Retornei ao meu Dojo (local de treino) e entreguei a espada para meu mestre, dizendo que havia derrotado o inimigo. Ele me disse que a próxima batalha seria lá mesmo, no nosso Dojo, os inimigos iriam invadir e tentar nos matar. Seriam seis contra dois, os nossos inimigos contra eu e meu mestre.

Quando os inimigos entraram, eles nos pegaram de surpresa, nós ainda não estávamos esperando. Começamos a lutar e meu mestre infelizmente morreu em combate. Quando eles mataram meu mestre, foram embora, pois já tinham cumprido seu objetivo. Então, tive que continuar minha jornada sozinho, vivendo por aí, sendo o herói solitário de São Paulo.

Guilherme Tapias Lança
8°A

Um livro deixado no ônibus

"Eu realmente acredito que algo mágico pode acontecer quando se lê um livro". Essa frase, escrita por J.K.Rowling, escritora cuja vida mudou depois de escrever Harry Potter, fala sobre o poder que uma boa leitura tem na vida das pessoas. Inspirados por ela, os alunos do sétimo ano foram convidados a escrever uma história tendo o livro como protagonista. Olha que resultado incrível, pudemos encontrar na redação da vencedora da semana!

Um livro deixado no ônibus

Essa é a história de uma moça de 20 anos chamada Melissa, que nunca tinha lido um livro em toda sua vida. 

Ela era bem pobre e morava em uma casa bem simples com sua mãe. Estudou a vida inteira em escola pública, mas não chegou a cursar a faculdade, pois não tinha condições. 

Melissa saía quase todo dia para procurar emprego, pois tinha que ajudar a mãe nas despesas da casa. Todos os lugares que ela ia eram longe, e como não tinha carro, pegava ônibus.

Como essa história não aconteceu há muito tempo, estava rolando a campanha de colocar livros em assentos de ônibus e metrô. Melissa saiu cedi de casa neste dia específico, pois tinha uma entrevista de emprego bem no centro da cidade.

Ela pegou o ônibus como sempre e não tinha lugar para se sentar, então ficou em pé, na frente de um banco. Melissa percebeu que o homem sentado no assento segurava um livro nas mãos. Logo depois, ele desceu do ônibus e deixou o livro no mesmo lugar onde tinha achado. Ele tinha segurado o livro só para poder se sentar. Melissa então sentou naquele lugar vazio e pegou o livro na mão. Lá na primeira página, dizia que ela poderia levá-lo para casa. Já estava chegando a hora de ela descer do ônibus, então Melissa deu apenas uma folheada no livro, o achou interessante, guardou-o em sua bolsa e resolveu levá-lo para casa.

A entrevista de emprego foi um desastre e Melissa voltou para casa muito triste. Chegou em casa, cumprimentou sua mãe e já foi para o quarto. Tirou o livro da bolsa e deixou em cima da mesa. Não estava com cabeça para ler naquele momento.

No dia seguinte, ela tinha saído para ir ao mercado, então sua mãe aproveitou para arrumar seu quarto. Achou então o livro de Melissa. A mãe dela achou estranho, porque nunca tinha visto a filha lendo. "Os livros hoje em dia são muito caros", pensou ela. Quando Melissa chegou, sua mãe perguntou de onde era aquele livro, então ela explicou e sua mãe a incentivou a ler.

Demorou alguns dias para Melissa terminar o livro e nesse tempo ela conseguiu arrumar um emprego como secretária de uma editora de livros. Ela gostou tanto da leitura, que começou a escrever suas próprias histórias.

Um dia, Melissa estava no serviço e teve que ir ao banheiro, deixando em cima da mesa o texto que estava escrevendo. Quando seu chefe passou, viu o texto dela e o leu por curiosidade. Ele percebeu que Melissa tinha grandes chances de se tornar uma excelente escritora. Deu a ela uma bolsa na faculdade de Letras e assim que ela terminou a faculdade começou a escrever um livro e hoje é considerada uma das melhores escritoras do nosso país.


Beatriz Falcão 
7°A

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Um mundo ideal

Vivemos nossa vida muitas vezes sem pensar naquilo que nos rodeia, como se estivéssemos no piloto automático e não fossemos capazes de perceber tudo que passa por nós. Nosso mundo tão grandioso tem suas qualidades... mas o que precisa mudar? O que precisamos melhorar? Nossos alunos do oitavo ano saíram da zona de conforto e fincaram os pés na realidade. Veja a redação vencedora!

Um mundo ideal

Olá, leitores! Meu nome é Lucas e vim contar sobre o nosso planeta, falar sobre coisas que precisam melhorar, coisas que já pioraram e que se continuarem afundarão a Terra. 

O nosso planeta está passando por momentos difíceis, guerras, preconceitos, desigualdade social, racismo e até doenças que os médicos ainda não conseguiram descobrir a cura. Políticos nos roubam milhões de reais, entre outras coisas que parecem só piorar.

O próprio ser humano parece que perdeu seu coração. Quando eu digo que perdeu o seu coração, quero dizer que não tem mais dentro dele, não tem caráter e é super ganancioso. Vou dar um exemplo do que acontece comigo e já deve ter acontecido com vocês. Eu moro em um prédio e quando vou e volto da escola, pego o elevador. A cada cinco pessoas que estão dentro dele, só uma é capaz de abrir a boca pra falar bom dia e até logo...e é bem raro alguém conversar. As pessoas preferem ficar caladas, ficam lá no celular e se arrumando no espelho do elevador. 

Falando nessa questão do celular e tecnologia, vocês não acham que o ser humano está cada vez mais dependente da tecnologia? É claro, todas as coisas tem seu lado bom e ruim, não estou dizendo para largá-la e sim para não ficar o dia inteiro, de segunda a segunda, mexendo no celular, computador, TV e etc. Eu sei, porque conheço pessoas que ficam online das sete às sete. E outra, os jovens hoje em dia chegam da escola, comem, às vezes não fazem lição, não estudam e ficam o dia inteiro na tecnologia. 

Eu sei porque eu era assim, minhas primas são assim e alguns dos meus amigos são assim também, mas minha mãe sempre disse "filho, se for pra ficar o dia inteiro no computador, vai fazer alguma atividade física, um curso de inglês, alguma coisa!". 


(...)
Com o avanço da tecnologia, também podemos ter armas e bombas atômicas cada vez mais poderosas ou até robôs com mentes artificiais - acho até que já tem. 


Então pense bem no que nós humanos podemos fazer, use recursos que a Terra te fornece e que a tecnologia nos dá, mas com moderação! Quem sabe se cada um de nós fizermos um pouquinho de coisa boa, poderemos fazer com que a maldade, guerras e roubos se tornem apenas LENDAS!?


Lucas Marques
8°A

Dinheiro não compra felicidade

Diante de diversas discussões, nossos alunos do sétimo ano debateram a importância do dinheiro. O que realmente importa na vida? O que o dinheiro não pode comprar? Veja o resultado da redação escolhida para este tema tão importante

Dinheiro não compra felicidade

Um dia, uma menina que se chamava Rihana e morava em um castelo de mais de 500 bilhões de reais (sim, ela era beeem rica!). Ela tinha 11 anos de idade, mas não era feliz, pois não recebia nem amor dos pais, nem nada.

Ela via algumas crianças super pobres brincando, correndo e pulando fora do castelo, sempre felizes, mas ela não era nada disso. Ela ia para sua "escola" particular, porque não tinha ninguém, já que era em seu próprio castelo. Rihana já estava cansada disso, queria ser normal como todas as outras crianças, mas seus pais nunca permitiam.

Uma vez, Rihana fez amizade com uma simples menina chamada Adalgiva. A amizade delas era bem bonita, mas Rihana decidiu que queria comprar a menina para tê-la sempre por perto e fazer diversas coisas, só que Adalgiva falou para Rihana:

_  Amiga, sabia que você não precisa pagar para eu fazer algo por você?

_ Sério? Pensei que tuno nessa vida tinha que pagar! Até a amizade!
_ Eu sou sua amiga porque eu quero, não porque você vai me dar dinheiro, mesmo que eu seja pobre. Eu nunca vou fazer isso!

_ Hmmm, que fofo! Agora estou entendendo que não é preciso pagar amizade, amor... - Rihana respondeu.

_ Que bom que entendeu. Vamos brincar agora?
_ Vamos!


E Rihana e Adalgiva foram brincar jutnas. Sempre lembrem, dinheiro não compra felicidade! Você só consegue ganhar felicidade com a amizade verdadeira, o amor de seus pais, etc. Não é preciso ser rico para ser feliz, aliás, muita gente rica nem é feliz, como a Rihana! Por falar nisso, no final, os pais de Rihana decidiram dar mais atenção para sua filha. Eles viram que ela precisava de mais atenção, colocaram Rihana na mesma escola de Adalgiva e passaram a dar mais amor. 

Adalgiva ficou muito feliz com isso e Rihana passou a ser muito, muito feliz!

Obs: Sempre lembrem: Dinheiro não compra felicidade com NADA!

Bianca Reis
7ºA

terça-feira, 2 de maio de 2017

Minha Joia

Poucos temas são tão debatidos em sociedade hoje em dia quanto a diversidade. No oitavo ano não foi diferente e os alunos se aprofundaram no tema que abrangeu desde o preconceito, até a dificuldade que cada um enfrenta ao se deparar com o diferente. A vencedora dessa semana desenvolveu uma linda história a partir de tudo isso. Confira!

Minha Joia

19 de maio. Mayla descobriu que estava grávida de dois meses.

Quando seu bebê completou 6 meses na gestação, Mayla foi fazer o ultrassom e descobriu o esperado sexo. Chegando no hospital, o médico nos disse que seria uma menina. Eu vi a felicidade estampada no rosto de minha esposa, mas esse sorriso aos poucos foi se fechando quando recebemos a notícia de que nossa filha iria nascer com síndrome de down. O médico nos falou sobre o andamento e cuidados da gravidez e dissemos que precisávamos ir para casa descansar e pensar em tudo aquilo. 

Chegando em casa, minha mulher estava aos prantos.Com o rosto inchado, ela me disse que queria continuar com a gravidez e nem pensar em outra possibilidade. Me explicou que nossas vidas mudariam muito depois do nascimento de nossa filha. Eu expliquei a ela que já sabia das mudanças, mas ela acrescentou, dizendo que nossas vidas não seriam como as de outras famílias, explicou que as pessoas olhariam feio para nossa filha. Ainda assim, ela queria continuar com a gravidez, estava decidida e eu concordei. 

Quando minha mulher estava com oito meses e meio de gravidez, começou a sentir as dores do parto e corremos para o hospital. Lá, no dia 27/12, eu conheci a perfeição. Segurei em meus braços e meu coração disparou. Eu era o homem mais feliz daquele hospital!

Depois de 5 anos, quando minha pequena começou a frequentar a escola, vi o tal preconceito que minha mulher havia me falado. Aquelas pessoas ao redor cochichavam e me irritavam ao extremo, mas eu precisava ser forte, pois minha missão era proteger minha linda e inocente criança!

Conforme os anos foram passando, eu e minha mulher fomos ficando cada vez mais perto da morte e o nosso medo era: quem cuidaria de nossa criança? Para mim ela é mais preciosa que uma pedra ou joia!

Nunca imaginei ou sonhei como seria ter uma filha com alguma síndrome ou doença incurável e hoje eu sei que não é tão difícil assim. O difícil é ter uma coisinha tão inocente e perfeita e não saber como proteger do mundo cruel. 

Mel Maia
8ºA

Uma noite de terror

Durante o período de provas, nossos alunos se distanciaram um pouquinho das redações, para se concentrar ainda mais nas avaliações. Porém, um pouquinho antes de elas começarem, eles se debateram o medo. Quais são seus maiores medos? Quem você conhece que é corajoso? Por quê? Inspirados depois deste debate de autoconhecimento, eles se debruçaram sobre o tema. A vitoriosa da semana já havia batido na trave várias vezes antes de aparecer aqui no blog. Veja que golaço, ops, que redação! 

Uma noite de terror

Já te perguntaram do que você tem medo? As vezes nossa resposta pode parecer boba, ou até irracional. Medo do escuro, de inseto, talvez até medo de agulha! 

Há alguns meses essa pergunta também parecia tola e totalmente inocente para mim, mas sabia que lá no fundo eu tinha diversos medos. Eu tinha medo de ficar em lugares apertados, medo de ficar aprisionada, sem ar! 

Dia 1 de abril, decidi dormir na casa de minha amiga, Claudia. Estávamos no quarto dela e junto de mim, havia ainda mais três amigas minhas. Decidimos então brincar de verdade ou desafio. Pegamos um lápis qualquer e o giramos. 

_ Nathalie pergunta para Melissa - anunciou Cláudia. 
_ Verdade ou desafio, Melissa? - pergunta Nathalie
_ Verdade! - eu respondi, então.
_ É verdade que você tem muito medo de algo?
_ Sim!

Todas então perguntam:

_ Do que?
_ Prometem que não vão contar para ninguém? - questionei
_ Sim! - as meninas responderam

Então eu disse a elas que tinha medo de lugares apertados e todas elas começaram a rir. Alguns minutos depois, nos descontraímos e decidimos brincar de esconde-esconde. Vitória, uma das meninas, pediu para contar.

Faltavam poucos segundos e eu não sabia onde me esconder. Decidi então me esconder dentro do guarda-roupa. Poucos segundos depois, ouço passos em direção ao guarda-roupa e imagino que seja Vitória, me procurando, mas era Nathalie. Ela me tranca no guarda-roupa e então eu grito por socorro e bato bastante na porta, mas a única coisa que consigo ouvir são suas risadas, enquanto eu me pego chorando.

Horas se passaram e as únicas coisas que me lembro é de gritar, chorar, sentir fome e desmaiar. No dia seguinte, a mãe de Cláudia abre o armário e me vê naquela situação. Ela me pede desculpas e briga bastante com sua filha. 

No dia seguinte eu vou para a escola e todas as meninas me olham como se nada tivesse acontecido. Hoje sou obrigada a fazer tratamento psicológico e fingir que me sinto normal, que não tenho problemas e que nunca tive a confiança roubada por uma brincadeira estúpida e totalmente inútil. 

Vitória Castro 
7ºA

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O tabuleiro dos espíritos

Na última semana, os alunos do 8ºA votaram nos temas que mais sentiam vontade de escrever. Entre os temas finalistas, ficaram:
1. terror/sobrenatural

2. quando fui sequestrado
A vencedora da semana escolheu o primeiro tema. Prepare-se para se arrepiar!

O Tabuleiro dos Espíritos

Era uma vez duas meninas que eram órfãs e que se chamavam Letícia e Júlia. 

Um dia, Letícia viu um jogo debaixo da cama de Giovanni, um menino que também vivia naquele orfanato, mas que já tinha seus catorze anos e ainda não tinha sido adotado. O menino já tinha desistido de ter uma família e era muito estranho. Tinha os cabelos pretos e longos, adorava assustar as crianças menores contando histórias de terror. Além de contar essas histórias, ele ainda afirmava que todas aconteciam de verdade.

Letícia pegou o jogo e na capa estava escrito o nome do jogo que era OUIJA e falava para não abrir. Então, a menina levou-o para Júlia decidir se jogavam ou não. 

Chegando no quarto, Letícia mostrou o jogo para a amiga Júlia, que falou que aquele era só mais um jogo qualquer e que não tinha nada demais. Elas então começaram a ler as instruções e ficaram com medo, pois o jogo mexia com espíritos. Resolveram guardá-lo de volta na caixa, mas não adiantou, pois a partir de quando a pessoa abria a caixa, tinha que jogar. Então, quando tentaram fechar mais uma vez, a caixa se abriu e o jogo voou com força contra a parede! Júlia então disse, quase chorando:

_ Acho melhor a gente jogar para ver se essa coisa do mal vai embora!
_ Melhor mesmo, a gente nem deveria ter tocado nele!

Começaram então a jogar. Elas tinham que fazer perguntas para o tabuleiro e com o triângulo que tinham que deixar em cima dele, os espíritos respondiam. Júlia perguntou:

_ Você está aí?

O triângulo foi sozinho para o lado do tabuleiro em que estava escrito "sim". Elas ficaram com muito medo e começaram a chorar. 

_ Você é um espírito do bem ou do mal? - perguntou Letícia

Com as letras do alfabeto que tinha no tabuleiro, o espírito respondeu que era mau. Júlia então perguntou qual era o nome dele, e o espírito, novamente com o alfabeto, escreveu que era Adibiha. 

_ Nós podemos ir embora? 

Adibiha falou que nunca iria libertá-las. Então, Júlia e Letícia cansaram de jogar e resolveram queimas o tabuleiro. Mas o que elas não sabiam era que Giovanni pegava todas aquelas histórias que contava do jogo! Eram os espíritos do mal que contam aquelas histórias para o menino e tudo o que acontecia com o tabuleiro, acontecia de verdade no orfanato. 

Portanto, quando Júlia e Letícia colocaram fogo no jogo, incendiaram o orfanato junto e todos de lá morreram. Seus espíritos ficaram rondando por aí em busca de pessoas para assombrar e o tal jogo nunca mais foi visto. 

Fernanda Bonimcontro. 
8ºA

Querido Deus,

quero te agradecer por todas as oportunidades que você me deu. Minha vida, minha família... me sinto privilegiado!

Sei que você é muito bom, mas só tenho uma pergunta: por que tem tanta gente ruim no nosso país e até no mundo?

Eu acho triste quando vejo pessoas necessitadas, que não tem casa nem família. Também acho triste quando vejo uma criança pobre, joga na rua, pedindo dinheiro nos faróis. Seria tão bom se todos tivessem as mesmas condições financeiras, que fossem amadas, que pudessem sentar em uma mesa com a família para tomar café, para conversar... se fossem todos felizes!

Deus, gostaria de agradecer por ter criado a natureza, os rios, os animais, tudo tão bonito! Pena que algumas pessoas não conseguem enxergar tudo isso, pois são tão egoístas e só pensam em si. Deus, ajude para que as pessoas consigam conviver em paz, para que o dinheiro não seja mais importante, para que não haja guerras, para que as pessoas respeitem suas diferenças e assim possam ser felizes. 

Para mim e para minha família, peço muita saúde, felicidade e que possamos estar sempre juntos! 


Gostaria de agradecer pelos meus amigos e por todas as pessoas que eu conheço. Obrigado por tudo!

Arthur Reis
7ºA

Com esta linda carta, nosso aluno Arthur do 7ºA foi o vencedor da semana. Os estudantes da turma foram convidados a escrever uma carta aberta e puderam escolher entre super heróis, políticos e deuses. Arthur escolheu bem, e não poderia ter endereçado de maneira melhor. É ou não é dessas cartas em que a gente sente o coração do escritor na mão? 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Aconteceu na escola

O novo livro paradidático dos alunos do 8ºA, trata da vida adolescente nas escolas do Brasil. Assim, os alunos foram convidados a falar sobre um universo que tanto conhecem: a própria escola. O tema era abrangente e rendeu os mais diversos resultados. Por votação, a redação de hoje foi a escolhida. A aluna já está virando uma verdadeira escritora, uma vez que foi também a vitoriosa da semana anterior. Dê uma olhada e aprecie! 

Aconteceu na Escola

Jennie estava contando uma história de terror para seus amigos dentro da escola. Nessa noite:

_Sim... naquela hora... foi um dia chuvoso, depois das aulas, assim como este. Uma professora perdeu o equilíbriok, caiu da escadaria e morreu. O diretor tratava a escola como se fosse sua própria filha, mas...as fatalidades continuaram. Certo dia, depois de mas um assassinato, decidiram que a escola seria fechada. Desde então o coração do diretor ficou tão partido, que no dia de fechamento da escola ele decidiu subir até a cobertura e se matou. 

As amigas de Jennie, Lisa, Irene e Sana, se assustaram um pouco. MNas Jennie continuou a contar a história:

_ Onde estamos agora, nossa Escola Celestial, é onde ficava a Escola Orange.. amaldiçoada!

_ Sério? - Júnior perguntou

_ A professora que caiu da escadaria não notou que morreu naquele dia - Jennie continuou - Dizem até que nos dias de chuva como hoje, depois da aula, ela ainda vaga pelos corredores escuros. 

Junior ficou assustado e Irene deu uma risada e perguntou:

_ Tá tudo bem, Júnior?

_É.... não é hora de voltarmos pra casa logo? - disse o menino, amedrontado. 

_Não, claro que não! Jennie, continue! - pediu Lisa.

_ É, continua logo a história! - pediu Irene. 

Jennie resolveu continuar:

_ E sempre que esta professora aparece, ela é acompanhada de um blecaute repentino. Então você ouve alguém bater na porta da sala e aula, enquanto a porta abre lentamente...um rosto pálido aparece e pergunta 'ainda tem alguém aqui'?

Todos se assustaram ao ouvir alguém bater na porta naquele exato instante.

_ Alguém bateu na porta, não foi? - perguntou Junior, desesperado. 

_ Acho que foi só na sua imaginação... - disse Lisa, querendo acreditar no que dizia. 

As luzes então se apagaram e todos ficaram muito assustados. Alguém começou a abrir a porta lentamente e diz:

_ Ainda tem alguém aqui?

Todos gritaram muito e as luzes se apagaram. E quem estava na porta? A professora! 

Gisela Jéssica
8ºA


Um Amor em Guerra

Nas últimas semanas, os alunos do 7ºA mergulharam completamente no universo das novelas de cavalaria. Dom Quixote, Lancelote e muitos outros serviram de inspiração para esta proposta de redação, que sugeria aos nossos alunos criarem uma narrativa neste ambiente. Foram tantas boas redações, que tivemos que decidir por sorteio! Confira a vitoriosa (e sortuda!) da semana. 

Um Amor em Guerra

Em um dia, o rei Nathan iria sagrar alguns cavaleiros que se destacavam de muitas maneiras. Os escolhidos foram: Gaspar, Christopher, Jenner, entre outros.
Gaspar tinha o sonho de ser cavaleiro do rei e um dia o sonho se realizou! Quando chegou no castelo, viu a filha do rei, Dalila, uma jovem de pele branca, cabelos castanhos, olhos azuis... uma bela garota! Gaspar se apaixonou perdidamente.

Não demorou muito para o rei Nathan convocar os cavaleiros para uma batalha e Gaspar viu novamente Dalila e então não pode prestar atenção em mais nada que o rei dizia, apenas prestava atenção na bela Dalila.

Em sua batalha, Gaspar guerreou com Mackaiver, um clã norueguês cujos cavaleiros eram muito habilidosos e ágeis. Gaspar suspeitava que o clã poderia desistir, mas pensou em todas as formas que poderiam vencer seus adversários. Chegou a uma conclusão: eles só venceriam de Mackaiver se matassem os piores e depois os melhores, o contrário do que geralmente faziam. Gaspar pensava novamente, para saber se aqui seria a resposta chave de como vencê-los ou não, mas quando foi ver, não havia mais tempo para pensar... então tiveram que lutar com a velha tática.

Quando a guerra acabou, pouco tempo depois de ter começado, Gaspar ficou muito feliz, pois pela primeira vez o clã Mackaiver saiu da batalha, como perdedor. Ele também ficou feliz, porque poderia falar novamente com Dalila.

Semanas depois, o reino inteiro da Normandia ficou sabendo do novo casamento, entre o cavaleiro Gaspar, que ficou super conhecido devido às suas conquistas, com a bela princesa Dalila.


Caroline Sabadini
7ºA

Branca de Neve e Chapeuzinho

Os alunos da professora Regina, do 5ºA, também sabem escrever excelentes redações! A última proposta da professora, foi juntar os contos de fada. Os alunos tiveram que misturar os universos tão conhecidos por todos nós, criando algo novinho em folha! Veja só o que nossa pequena Beatriz Vico conseguiu fazer:

Branca de Neve e Chapeuzinho

Era uma vez duas melhores amigas, Branca de Neve e Chapeuzinho. Elas moravam em reinos diferentes pois eram princesas e os pais delas nunca deixavam elas saírem da torre e ir para fora.
Um dia elas tiveram um plano: pegar uma corda e descer pela janela do quarto. Depois se encontraram no começo da floresta.
Os pais delas sempre falavam que havia uma bruxa que mandava um lobo muito mal sequestrar as princesas para roubar o dinheiro delas. Elas nunca acreditavam nessa história.
Se encontraram na floresta e Branca de Neve perguntou:
- Vamos fazer o que agora?
Chapeuzinho respondeu:
- Vamos naquela casa que todo mundo fala que tem uma bruxa!
- Mas não é perigoso?
-Que perigoso nada! Vamos lá!
Elas seguiram o caminho até a casa. Chegando lá, nada aconteceu. Mas então, do nada, elas estavam presas em um saco grande em movimento.
Depois de trinta minutos o saco parou de se mexer. Elas foram soltas dentro de uma jaula.
A rainha perguntou:
-Vocês estão com  dinheiro?
- Não.
- Então lobo mal, mate-as!
Nessa hora, os anões (seguranças) chegaram e prenderam a rainha má e o lobo . Os anões tiraram as princesas de lá.
Elas voltaram para o reino e os pais delas não estavam bravos. Eles falaram:
- Me desculpem, nós não sabíamos que vocês estavam se sentindo presas.
Então os pais deixaram elas brincarem lá fora e viveram felizes para sempre!

Beatriz Vico

5ºA



segunda-feira, 13 de março de 2017

Alienígena em perigo

Na última semana de fevereiro, os alunos do 8ºA tiveram que montar uma cena de teatro a partir das características estudadas neste primeiro bimestre. Para isso, eles tiveram que criar três personagens, sendo que um deles deveria ser, necessariamente, um alienígena. Veja o resultado da vencedora desta semana:

ALIENÍGENA EM PERIGO

Aline: Meu Deus! (assustada). Esse filme é muito assustador!
Mark: Sério?
Aline: É esse alienígena que assusta! Olha a cara dele!
Mark: É... um pouco, mas eu tenho mais é nojo.
Aline: Eu vou ao banheiro (levantando-se)
Mark: Cuidado! Ele pode apagar a luz!
Aline: Para, é só um filme!

(risos)

Aline: Até parece que ia acontecer isso... (luzes se apagam). AHHHH! Tá tudo escuro aqui no banheiro! Socorro! Mark!
Mark: Tô indo! (iluminando o caminho com a lanterna do celular). Você tem tanto medo assim do escuro? (chega no banheiro e abre a porta)
Aline: Sim! Pelo menos você tem uma lanterna do celular...
Mark: Por que as luzes se apagaram do nada? Será que é... o alienígena?
Aline: NÃO! Não pode ser!
Mark: É que no filme acontecia exatamente a mesma coisa. Talvez seja coincidência.

(Neste momento, a campainha toca)

Aline: QUÊ? Campainha tocando a essa hora? Já deve ser mais de uma da manhã!
Mark: Sim, uma e sete. Ah! Isso não pode ser verdade! É igual! (campainha toca novamente)
Aline: Estou começando a ficar com mais medo, Mark. A campainha de novo?
Mark: Vamos para o nosso quarto dormir e deixar isso pra lá, já que nossos pais já estão dormindo.
Aline: Podemos dar uma olhadinha pela janela! Pra ver quem está na porta. (campainha toca mais uma vez)
Mark. Sim, vamos lá!
Aline: (observando tudo) AHHHHHHH!
Mark: (tapando a boca de Aline, desesperado) Shhhh! Não era pra gritar! Ele olhou na nossa direção, agora ele sabe que a gente tá aqui!
Aline: (sussurrando) Desculpa, eu me assustei. E agora? O que a gente faz! É mesmo o alienígena que está na nossa porta. Até que ele é diferente dos outros, olha... é baixinho.
Mark: Verdade...

(Alienígena surge na janela)

Alienígena: Olá! Me ajudem, por favor! Estou escapando dos meus irmãos, mas eles querem me matar! Querem dominar esse mundo, mas eu não. Eu sou um alienígena do bem.
Aline: Tá, calma... você fala e não é como eles. Meu Deus, na verdade você é até fofinho. ME ABRAÇA!? (tentando abraçar o alienígena).
Mark: Nossa, agora você gosta de ETs?
 Aline: Só dele! Ele é diferente! Fofinho....
Alienígena: Vocês podem me ajudar?
Aline: Olha a voz dele! Que fofo!
Mark: Chega, Aline! Pelo amor de Deus! Ele está precisando de ajuda!
Aline: Tá, parei! (cara de brava)
Mark: Então, alienígena, você não é como seus irmãos?
Alienígena: Isso! E por não ser como eles, querem me matar. Eu escapei, preciso me esconder aqui...
vocês deixam?
Aline: Eu deixo e ele também! (apontando para Mark)
Mark: NÃO! Ele não pode ficar aqui!
Ambos: POR QUE?
Mark: Porque os nossos pais nunca vão deixar, tenho certeza absoluta disso!
Alienígena: (triste, chorando). Ahhh....
Aline: Não fique assim... (olhando brava) MARK!
Mark: Que? É a verdade!
Aline: Você não sabe!!!
Mark: Se nem deixam a gente ter um animal de estimação aqui em casa, você realmente acha que vão deixar a gente ter um ET?
Alienígena: Já sei! Eu posso me esconder enquanto seus pais estiverem perto.
Aline: (empolgada) SIM! Agora você pode ficar!
Mark: É... talvez... pode dar certo. Mas não para sempre. Um dia eles vão acabar descobrindo de algum jeito.
Alienígena: Sim, mas só por enquanto...
Aline: Então está resolvido?
Mark: Sim!
Alienígena: (pulando, feliz) EEE!
Aline: Ai, que fofoooo! Vamos ser amigos para sempre!


Gisela Jéssica

8ºA

domingo, 12 de março de 2017

Aconteceu no Carnaval

Inspirados pela proximidade do Carnaval, os alunos do sétimo ano foram convidados a realizar uma redação com essa temática. Mas a construção do texto não era tão fácil assim: eles teriam que escrever em 1ªpessoa, como se fossem o sexo oposto. Diante de tal tarefa, a redação abaixo surpreendeu, pois se enquadra em todos os critérios e ainda vai mais longe, pois o protagonista da narrativa é um animal. Confira!

ACONTECEU NO CARNAVAL

Meu nome é Pepeu e eu moro na rua. Meus donos me abandonaram faz um tempo e estou precisando de um lar. O carnaval está chegando e eu quero passar em um lugar quentinho.

Eu tenho uma amiga chamada Manu e nós nunca nos separamos, onde eu vou ela vai junto, e onde ela vai eu vou. Nós fomos lá onde fica a escola de samba para buscar comida e água, um monte de gente estava chegando e ficavam olhando para mim e para a Manu, mas ninguém nos dava comida. 

Passou um tempo e uma menina deu comida para mim e para a Manu. Nós ficamos pulando na menina para agradecer, comemos a comida rapidinho, porque a gente estava morrendo de fome, e também bebemos muita água. 

A Manu foi atravessar a rua quando veio um carro e atropelou a patinha dela. Eu saí correndo para tirar ela da rua, fiquei pedindo ajuda, mas ninguém ajudada... então veio uma mulher e ficou olhando a Manu, a pegou no colo e falou:

_ Vou cuidar de você.

Aí ela falou pra mim:

_ Eu vou adotar vocês dois! - e me pegou no colo também. 

Ela levou a Manu e eu ao médico e ele cuidou primeiro da Manu, porque ela estava muito machucada, e depois de ter enfaixado a patinha dela e de ter dado injeções nela, foi logo dando algumas em mim também. Mas não doeu muito. 

A mulher levou a gente para a casa dela e cuidou muito bem de nós: deu ração, água, cobertor e tudo mais que você possa imaginar. Eu agradeci muito a essa mulher por ter salvado a mim e minha amiga Manu...esse foi o presente de Carnaval para nós. 

Giulia Gaeta
7°A

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A maldição

Durante o início deste primeiro bimestre, os alunos do sétimo ano foram apresentados às diferentes características e particularidades do mito. Inspirados especialmente pela mitologia grega, eles foram convidados a escrever uma narrativa envolvendo o tema, criando deuses, semideuses e heróis. Segue nosso primeiro colocado. 


A MALDIÇÃO

Certo dia, a deusa Afrodite teve uma filha muito linda, chamada Ester. Afrodite cuidou de Ester como nenhuma mãe havia cuidado de uma filha, ela fazia de tudo e mais um pouco para fazer sua filha feliz.

Quando Ester cresceu, tinha ficado tão linda quanto a mãe, ou até mais! Afrodite ficou com medo de que algum deus se apaixonasse por ela e a levasse embora, já que eram muito próximas.

Dito e feito, o filho de Poseidon, Persie, se encantou pela jovem moça e queria levá-la para o fundo do mar junto com ele. A mãe fez de tudo, conversou com Zeus, Hades, Poseidon e todos os outros deuses, até tentou seduzi-los com sua beleza, mas não deu certo, pois Ester também acabou se apaixonando por Persie e foram juntos para o fundo do mar.

Afrodite tentou convencê-la a não ir, mas eles estão completamente decididos. Então Afrodite resolveu ir junto com eles. Na hora, estavam todos felizes e contentes, já que Ester também amava muito a mãe.

Viveram no fundo do mar por muito tempo, para ser mais exato cerca de 500 anos. Estavam muito felizes, até que Zeus foi falar com Afrodite e mostrou que, desde que ela foi para o mar, as mulheres na Terra estavam ficando muito feias, uma pior que a outra! Por isso, os homens não estavam mais tendo atração para casarem com elas e com isso as pessoas estavam diminuindo, cada vez havia menos pessoas na Terra!

Zeus falou para Afrodite voltar porque se não o mundo iria ficar vazio. Porém, se ela voltasse, iria ficar longe da filha, pois Persie não aguentava mais do que dois dias fora do mar. Então, Afrodite tomou a decisão mais difícil de todas:ela roubou a filha recém nascida do casal e jurou matá-la se Ester não fosse com ela. Então Ester teve que ir com Afrodite, pois não suportaria perder sua filha. 

Ester viveu com Afrodite pelo resto de sua vida, com alguma felicidade, mas não tanto. Toda noite, Ester saía escondida para ver sua filha, que por sua vez, de tanto viver entre o mar e o Olimpo, virou uma sereia. Quando tocava em qualquer tipo de água, a menina ficava com rabo de peixe e corpo humano. Essa então foi a maldição de Riecísia, filha de Ester e Persie. 

Rafael Condez
7ºA

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A riquinha fugitiva

Durante a semana, os alunos do 8°A discutiram sobre diversos aspectos da infância e como ela é vivida de diferentes formas ao redor do Brasil e do mundo. A partir deste tema, os alunos foram convidados a fazer uma redação abordando o assunto e criando personagens que podiam muito bem ser parte da realidade. Segue a campeã desta semana. 

A RIQUINHA FUGITIVA
Dia 21 de junho de 2004, uma garota chamada Manoela nasceu em uma família milionária. Seus pais se chamavam Leonardo e Larissa, e moravam em uma incrível mansão.

Cinco anos depois, Manoela já fazia aula de piano, inglês, espanhol, dança, natação, canto e teatro, ou seja, não tinha tempo para absolutamente nada, muito menos de brincar. Aos seis anos, Manoela já entrou na escola, pois sabia ler, escrever e até falar inglês e espanhol. Assim, Manoela foi direto para o terceiro ano e era a mais nova da turma, mas também a mais inteligente.

Completou doze anos e não aguentava tantas coisas para fazer, sem poder brincar com ninguém e nem aproveitar sua infância. Manoela então resolveu fugir de casa. Preparou suas coisas e, já que era tão esperta, fez um plano de fuga. Ela esperou seus pais dormirem, mas tinha que passar pelos alarmes que eles acionavam durante a noite para prevenir bandidos de entrar e roubar as coisas preciosas que tinham. Depois disso, também tinha que passar pelo segurança.

Manoela tinha um grande desafio, mas era muito esperta e conseguiu fugir. Vocês devem estar perguntando como, então eu vou explicar. Ela passou se arrastando no chão, porque assim o alarme não acionava, e deu um remédio para o segurança dormir. Pegou a chave que sabia onde sua mãe escondia e antes disso pegou uma cópia da chave para sua mãe não descobrir. 

A menina só esqueceu uma coisa: o dinheiro. Ela resolveu voltar, mas seria muito arriscado, então teria que se virar. Como ela tinha habilidade em muitas coisas, acreditou que seria fácil ganhar dinheiro. 

Ela também não pensou onde iria ficar. Ela tinha muitos amigos na escola, então ligou para vários, mas apenas uma resolveu ajudar. Manoela percebeu que os outros só estavam interessados no dinheiro, pois quando dizia que estava sem nenhum desligavam na sua cara. Mesmo a menina que a ajudou só deixou Manoela ir para sua casa, porque ela não contou que estava sem dinheiro,

Foi para casa da amiga Beatriz, que não era tão grande quanto a sua, mas também não era pequena. Os quartos eram para Beatriz e seus pais, então Manoela ficou na cama de Beatriz, e Beatriz no colchão. 

No meio da noite, Beatriz foi ver o que tinha na mochila de Manoela. Viu roupas, maquiagem, acessórios, celular, fones e jóias, mas não viu dinheiro. Então a menina decidiu pegar algumas joias e algumas roupas. Manoela acordou e viu tudo isso, mas não falou nada e fingiu que estava dormindo. Beatriz escondeu tudo em sua gaveta e voltou a dormir.

Manoela pegou tudo de volta e foi para a sala com sua mochila. Acordou às cinco horas da manhã e saiu de lá o mais rápido possível. Quando saiu, viu crianças no farol fazendo malabarismo e pedindo esmola. Ela não sabia que as crianças faziam aquilo porque precisavam, e não por diversão, e foi falar com eles:

_ Olá, posso participar com vocês?
_ Oi, quem é você? Por que quer pedir esmola?
_ Eu sou Manoela e fugi de casa, então estou precisando de dinheiro. 
_ Então você tinha uma casa?
_ Tinha, por quê? Vocês não tinham?

Eles ficaram quietos por um tempo, mas um deles explicou o motivo de cada um estar pedindo esmola. Uns porque os pais obrigavam, pois não trabalhavam, outros porque moravam sozinhos nas ruas e diversos outros motivos. Manoela ficou se sentindo mal, mas mesmo assim perguntou se podia ficar um tempo com eles para conseguir dinheiro. Depois de uns três dias morando na rua e pedindo esmola, entendeu que era muito difícil a vida desses garotos.

Então um dia Manoela viu o carro de seus pais. Depressa ela se escondeu, mas não adiantou, porque seus pais já tinham visto. Sua mãe saiu desesperada do carro e levou Manoela para lá, impressionando todos os garotos. 

Chegaram em casa e Manoela explicou o porquê da fuga. Depois disso, Manoela chamou os meninos de rua para passar uns dias em sua casa e saiu dos cursos que tanto ocupavam o seu tempo. Finalmente, pôde ser uma criança.

Isabella Zanesco Canuto
8°A



domingo, 12 de fevereiro de 2017

Um verdadeiro corajoso

Inspirados pelo tema "superação e persistência", discutido em sala de aula, os alunos do sétimo ano tiveram como proposta, escrever uma redação sobre o assunto. Com o nível excelente da turma neste início de 2017, tivemos um TOP 3. A redação abaixo foi a 1ª colocada

Um verdadeiro corajoso

Em 1943, um ano triste para alguns e feliz para outros, um soldado chamado Hiurick lutava na 2ª Guerra Mundial e estava passando por momento muito difíceis. Mas antes, vamos ver como tudo começou. 


Em 1939 a 2ª Guerra Mundial começou e muitos judeus, pessoas com medo, fugiram para outros lugares. Hiurick vivia com a sua família na União Soviética, atual Rússia. Ele vivia com seus dois filhos e sua esposa no campo. Porém, a União Soviética não estava envolvida na guerra, porque tinha feito um acordo com a Alemanha, que acabou sendo quebrado. Então, os homens do país foram convocados pelo exército e quem se escondesse ou fugisse poderia morrer, pois não ajudou a nação. 


Hiurick, como a maioria dos homens, foi para a guerra e teve que ficar longe de todas as pessoas que gostava, passando por coisas horríveis. Mas enquanto Hiurick estava na guerra, sua esposa Miwacky e seus filhos, Benjamin e Megg, sofriam muito. Vários ataques ao país deixava todos horrorizados e sem trabalho viviam na pobreza, porém nunca perdiam a fé que Hiurick voltaria.

Já Hiurick estava vendo várias pessoas morrerem, já que aquela guerra havia sido muito sangrenta, mas ele não via a hora de conseguir descansar e mandar uma carta para a família. 

Um dia em uma batalha, Hiurick e os outros soldados conseguiram dominar a Polônia, deixando-a livre novamente. Lá, Hiurick se sentiu muito mal pois viu os campos de concentração e imaginou se aquilo acontecesse com sua família. Mas ao mesmo tempo, Hiurick se sentiu muito bem, pois conseguiu salvar muitas pessoas e o país voltou a ter paz. 

Mais de um ano se passou e a Alemanha já estava quase derrotada. Com a ajuda dos ingleses, americanos e até mesmo dos brasileiros, conseguiram derrotar os soldados inimigos e conseguiram libertar vários países. Agora o que faltava era a Alemanha, onde muitos países já estavam indo para enfim colocar um final nesta guerra.

Hiurick já estava se sentindo muito bem, pois conseguiu trocar cartas com a família e mesmo nunca tendo treinado no exército antes, conseguiu ajudar bastante.

Em 1945, a guerra acabou. Felizmente, Hiurick conseguiu voltar para casa. Todos estavam muito felizes e curiosos para saber o que havia se passado. Hiurick falou que teve muita persistência e determinação, pois a vontade de desistir era grande, mas para ele e sua família, o que importava era que ele estava bem e estavam todos unidos!

A partir disso, a família passou a ficar sempre muito unida e agradecendo pelo que tinha! Sabiam que nem sempre estariam felizes, mas tinham que aproveitar tudo o que tinham passado e superado e sempre agradecer! 

Gabriela Pereira
7ªA

Batalha da Vida

Inspirados pelo tema "superação e persistência", discutido em sala de aula, os alunos do sétimo ano tiveram como proposta, escrever uma redação sobre o assunto. Com o nível excelente da turma neste início de 2017, tivemos um TOP 3. A redação abaixo foi a 2ª colocada


Batalha da Vida

Quando somos novos, quando estamos na fase da adolescência, nunca percebemos que qualquer coisa pode nos deixar à beira da morte. 

Julia Barreto era uma garota de treze anos de idade. Era normal como as outras, mas tinha uma coisa que a fazia ser diferente: ela tinha o coração puro. Julia Barreto amava futebol e não ligava quando diziam que futebol era coisa de menino. Era uma menina inteligente e tinha os famosos, mas bons amigos. Era uma menina comum, que não estava esperando nada, mas ela mal sabia que sua guerra estava para começar. 

Julia estava no escritório de seus pais, estudando, enquanto sua mãe trabalhava. Até que um pouco de sangue começou a escorrer de seu nariz. Ao chegar em casa, sua mãe pediu que ela virasse a cabeça. Então, de repente sua mãe fez algumas perguntas:

_ Julia, está sentindo dor de cabeça?
_ De vez em quando - ela respondeu

A mãe de Júlia retirou-se do escritório e foi em busca do telefone fixo. Logo em seguida, pediu para Julia avisar à sua professora que não iria à aula no dia seguinte. Passaram-se dezoito horas desde aquela conversa e já estava de manhã. Julia estava no carro, vendo as gotas de água escorrerem pela janela do carro. Chegando lá, Julia ficou lendo o nome dos especialistas e perguntou:

_ Mãe, o que é oncologista?
_ É um médico, com quem vamos conversar.
_ Tá, mas o que ele faz?

A mãe não olhou para o seu rosto e não respondeu mais nenhuma de suas perguntas. 

Julia fez seus exames e descobriu que tinha leucemia. Seu médico, o doutor cabeludo (era como ela passou a chamá-lo) explicou a ela como funcionava a leucemia. Ela o fez jurar que, se ela não tivesse cura, ele teria que raspar o cabelo. 

O tempo passou e ela estava diferente. Havia cortado seu cabelo, se sentia enjoada todo dia e, às vezes, seus amigos vinham visitá-la. Porém, tudo isso não a impedia de sair, jogar futebol com seus amigos, etc. 

Mais tempo se passou e seu cabelo caiu por inteiro. Ela não podia mais sair do hospital. Não dizem que a esperança é a última que morre? E em um coração tão grande quanto o dela, a esperança realmente foi a última a morrer. Porém, sua última gota de esperança secou quando o doutor cabeludo apareceu sem cabelo. Ela então se lembrou do juramento e disse:

_ O doutor cabeludo está sem cabelo. 

Os amigos de Julia souberam da notícia e fizeram uma linda homenagem. Ela assistiu seu último jogo de futebol: o time de leucemia contra o time da escola. Ela assistiu e então faleceu. 

E sabe o que todos pensam quando alguém diz seu nome? Persistência. Você sabe por quê? Porque durante todo esse tempo ela nunca desistiu, nunca desanimou, mesmo sabendo que estava à beira da morte ela nunca deixou de sorrir. 

Às vezes desistimos tão facilmente, não é? Desistimos porque não conseguimos comprar o que queríamos. Desistimos porque não ganhamos um jogo ou porque alguém foi melhor em tal esporte. Sabe o que eu acho? Que deveríamos parar pra pesar e refletir sobre o que realmente é PERSISTÊNCIA. 

Vitória Castro
7ºA

Uma cicatriz para vida toda

Inspirados pelo tema "superação e persistência", discutido em sala de aula, os alunos do sétimo ano tiveram como proposta, escrever uma redação sobre o assunto. Com o nível excelente da turma neste início de 2017, tivemos um TOP 3. A redação abaixo foi a 3ª colocada

Uma cicatriz para vida toda
Eu estava muito feliz porque o meu namorado, August, me pediu em noivado!

Nós nos conhecemos na delegacia onde meu pai trabalha. O August tinha começado a trabalhar lá e virado parceiro de trabalho do meu pai. Eles viraram amigos com o tempo e um dia o August me chamou para sair. Nós começamos a namorar e depois de dois anos ele me pediu em noivado.

Eu sou uma jornalista e ia em vários locais de crime e às vezes o August e meu pai estavam lá.

Cinco dias após o pedido estava acontecendo um crime com reféns e eu fui lá. Chegando no local, August e meu pai já estavam fazendo contato com o criminoso. Ele estava do lado de fora de uma loja de conveniência com uma arma em mãos, pronta para atirar quando ele achasse necessário. Me aproximei um pouco e fiquei perto do August. De repente, em uma fração de segundo, o homem perdeu o controle. Carregou a arma, mirou em mim e apertou o gatilho. August jogou-se na minha frente e levou o tiro no meu lugar.

Comecei a chorar e desabei completamente. Ligaram para a emergência, o homem foi preso e a ambulância chegou. Entrei nela e no caminho para o hospital e August disse:

_ Eu te amo muito! Você é a pessoa mais especial para mim!
_ Eu também amo você! - respondi, choramingando.

Logo que chegamos no hospital August teve uma parada cardíaca. Entrei em pânico e falei a ele para ficar comigo. Aguardei na sala de espera enquanto August estava em cirurgia. Meu pai chegou alguns minutos depois e ficou comigo. Não dá para explicar o quanto eu estava preocupada e desesperada.

O médico de August veio até nós e disse que o August não havia resistido. Ao ouvir essas palavras comecei a chorar novamente e abracei muito meu pai. Não consegui parar de chorar o caminho inteiro até em casa. Quando cheguei, fui até meu quarto e deitei. Papai veio logo em seguida falar comigo. A única coisa que eu conseguia dizer era "está doendo tanto!".

Meses depois ainda doía pensar nele, mas não tanto quanto antes. Agora eu tinha em mente que ele foi meu herói, meu amor e conseguia pensar nas lembranças boas e não achar tão assustador o nosso último dia. Digo que superei, finalmente, mas vai ter sempre uma cicatriz comigo.


Nicole Kalefi
7ºA